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Florescer de Acácia – Cap 1.

Angelique tinha os olhos atentos na mulher a sua frente, que cantava uma melodia calma e agradável. Atrás dela, se estendia um fundo colorido, com o nome American Idol escrito em letras chamativas e bagunçadas. Ela estava sentada entre Marie Rose e Jay Key, dois jurados. E ela era a terceira, a jurada mais nova que já existira na história daquele programa.

Seu empresário achava que ela combinava mais naquela posição. Quando outrora era só uma cantora teen, as coisas não eram tão fáceis para a mulher. Não era tão simples agradar os jovens. Principalmente quando a mesma não estava nem um pouco interessada nisso. Ser jurada foi a escolha mais sensata e segura para sua carreira, dizia ele.

  —Próxima. — A voz de Jay a fez despertar do transe que estivera durante todo o tempo que aquela mulher cantara. A encarou mais uma vez. Mariana, seu nome, era uma mulher acima do peso, jovem, cabelos castanhos e lisos, as bochechas incrivelmente coradas pelo espetáculo dado agora há pouco. E uma voz maravilhosamente agradável.

Ela tinha que ganhar aquele programa.

Angelique mal prestou atenção nas outras candidatas, já esperando que pudesse chegar a última e então eles poderiam decidir a vencedora. Aquele era a o final. Quem ganhasse ali, levaria o prêmio, realizaria o seu sonho: A chance de gravar um clipe e assinar contrato com uma gravadora famosa.

O último candidato terminou sua audição, dando início aos votos. Finalmente estavam todos os três dentro de uma sala, discutindo sobre quem os havia agradado mais. A mais nova geralmente não participava muito, era sempre objetiva e curta nos seus votos. Dizia quem lhe agradara mais ou menos e depois ficava novamente absorta em seus pensamentos ou pensando em uma música nova.

— Eu acredito na Mariana. — Disse, sem esperar perguntarem. Os outros dois a encararam surpresos, afinal era difícil a outra se pronunciar sem que precisassem chamar sua atenção. Ela passou as mãos em seus cabelos negros e lisos, tentando não mostrar interesse. — Ela tem talento. Sua voz é uma das melhores que já escutei.

Eles trocaram olhares e sorrisos, fazendo-a se perguntar o que tinha falado de errado:

— Sei que você é nova aqui, então vou te explicar uma coisa. — Jay começou, o ar brincalhão em sua voz sumindo cada vez mais. — Voz não é tudo na indústria da música. Existem diversos outros aspectos que influenciam nisso.

Marie concordou:

— Na verdade, estamos pensando em escolher a Kelly.

Angelique tentou se lembrar desse nome, fazendo certo esforço. Uma lembrança de uma loira de pele bronzeada e corpo que daria inveja em qualquer um a invadiu, descobrindo quem era Kelly. Lembrou-se de como sua voz era doce. Ela cantava bem, mas não chegava nem perto de Mariana:

Eles trocaram olhares e sorrisos, fazendo-a se perguntar o que tinha falado de errado:

— Sei que você é nova aqui, então vou te explicar uma coisa. — Jay começou, o ar brincalhão em sua voz sumindo cada vez mais. — Voz não é tudo na indústria da música. Existem diversos outros aspectos que influenciam nisso.

Marie concordou:

— Na verdade, estamos pensando em escolher a Kelly.

Angelique tentou se lembrar desse nome, fazendo certo esforço. Uma lembrança de uma loira de pele bronzeada e corpo que daria inveja em qualquer um a invadiu, descobrindo quem era Kelly. Lembrou-se de como sua voz era doce. Ela cantava bem, mas não chegava nem perto de Mariana:

— Mariana é bem mais talentosa. — insistiu.

Marie revirou os olhos:

— Jay já lhe disse, existem outros aspectos que influenciam na indústria da mídia. Tente imaginar. Quem é que chamariam para sessão de fotos? A linda Kelly ou a gorda Mariana? Quem seria chamado para um talk show? A simpática Kelly ou a tímida Mariana? Uma voz não é tudo, Angelique. Achei que já deveria saber disso. Olhe para você, acha que só é famosa por conta da sua voz? Se não fosse bonita e tivesse a mesma atitude que sempre tem diante das câmeras, estaria expulsa dessa indústria há muito tempo.

Angelique levantou, as mãos batendo forte na mesa. Jay pareceu assustado, Marie apenas continuou encarando-a séria. Uma tensão invadiu o local; agora não era só uma briga para saber quem cantava melhor, era uma discussão que englobava todo o idealismo deturbado da mídia:

— O que quer insinuar? Você acha que tem uma atitude mais aceitável que eu? Olhe só que está falando! — Gritou. Jay fez sinal para que ela abaixasse o tom, mas ela o ignorou. Estava irritada, furiosa. E alguém escutar a discussão delas era a única coisa que lhe preocuparia no momento.

— O que estou falando é apenas a verdade. Não se finja de inocente. Você se aproveita dessa realidade todos os dias.

— CALA A BOCA SUA… — Ela gritou, alterada. Já tinha elaborado diversas respostas para a outra, quando seu empresário entrou dentro da sala e a puxou, mal-humorado, pelos corredores. Reparou que havia uma quantidade significativa de pessoas perto da porta, que se encolheram como se tivessem sido pegas no flagra quando a  viram. Sam, o nome dele, continuou-a puxando. Ela se soltou, com raiva. — Para onde que está me levando?

— Para longe daqui, você já se encrencou o bastante! Francamente, — ele parecia furioso também. Mas isso não a assustou, ela ainda estava com uma vontade enorme de voltar aquela sala e dizer umas boas verdades à Marie, mas se conteve. Não gostava de Sam furioso. — qual a dificuldade de dizer quem cantou melhor? Eu não pedi para você declarar a paz mundial Angelique, só pedi para…

— Que culpa eu tenho se todos aqui são uns merdas, que só ligam para a aparência da pessoas?  Fico pensando quantas pessoas verdadeiramente talentosas não já passaram por aqui e foram mandadas embora, porque não atendiam os ‘aspectos da indústria da mídia’. — repetiu o que ouvira, com desprezo.

Sam respirou fundo. Não adiantava discutir com ela agora. Ela só escutaria o que queria, não escutaria nada do que ele dissesse. Por isso, decidiu apenas assentir. Suspirou:

— Tudo bem, você tem razão. — se rendeu, fazendo um olhar orgulhoso transparecer em Angelique. Ele a encarou com o olhar que sempre fazia quando estava prestes a pedir algo. — Vamos embora, ok?

Ela levantou os olhos, os cabelos curtos passando levemente pelo queixo quando ela virou o rosto em direção a porta. Voltava ao tom frio de sempre, como se nada tivesse acontecido:

— Como se eu quisesse um dia voltar aqui.

Sam a observou se afastar, os saltos sendo o único barulho que era ouvido naquele corredor vazio. Suspirou cansado; Mais um escândalo…

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